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Guilherme
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Meu 2º filhinho nasceu no dia 3/1/2007 às 0h38m em Brasília/DF. Seu peso ao nascer foi 4,250 kg e mediu 54 cm. Seu nome é Guilherme Kazuo Cortez Matsushita e trouxe muita felicidade às nossas vidas.
1º Blog – Gravidez
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Mamãe
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Meu nome é Catarina e nasci em 20/2/1976 em Brasília/DF. Sou autora deste blog que começou em 17/8/2006, dia em que descobri minha 2ª gravidez. Cinco dias depois, tive uma grande surpresa durante a primeira US: minha gestação já era de 23 semanas ou 5 meses e eu nem desconfiava! Fiquei mais feliz ainda com a novidade e cheia de planos para este novo bebezinho. Sou completamente feliz e realizada por ter me tornado mãe. A minha alegria em ser mãe pela segunda vez quero compartilhar com todos que lerem este blog.
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Papai
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Este é o pai do Guilherme e meu marido com quem sou casada desde maio/1999. Ele é um pai muito carinhoso e presente. O Guilherme é seu segundo grande troféu no Grand Prix da vida.
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Irmão Dudu
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Este é o meu 1º filhinho e se chama Eduardo. O Dudu nasceu em 17/9/2005, apenas 1 ano e 4 meses antes do Guilherme. Meus dois meninos prometem muitas aventuras juntos e enxergar o quanto se amam me deixa muito feliz. Eles com certeza serão grandes amigos.
Blog do Dudu
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Na Barriga
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Na primeira US descobri que minha gestação era de 23 semanas e pude de imediato saber o sexo do bebê: masculino! Fiquei felicíssima, pois sempre quis ter 2 filhos com idades próximas e do mesmo sexo. O Guilherme ficou 42 semanas no barrigão! Eu estava ansiosa para tê-lo em meus braços o quanto antes, mas escolhi respeitar o tempo dele. Contei para isso com a ajuda de minha querida doula Clarissa Kahn e minha GO Rachel Reis. Preparei tudo com muito carinho para a chegada do Guilherme: o chá de bebê, o enxoval, o bercinho, as malas, etc...
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O Parto
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No dia anterior ao parto minha dilatação já era de 5cm sem dor alguma. As contrações apertaram por volta das 22h. Saí de casa às 23h e tive uma evolução tão rápida do TP que o Guilherme quase nasceu no carro. No hospital, apoiada de cócoras, senti meu menino saindo de dentro de mim direto para os meus braços. Novamente experimentei minha força de mulher, de mãe. A felicidade que vivi naquele momento, eu carregarei por toda a vida. Agradeço a você Guilherme, por ser meu filhinho, meu amor, minha vida.
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sexta-feira, 3 de julho de 2009
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Pneumonia
Uma das funções essenciais da pré-escola é possibilitar o acesso das crianças a um imenso arcabouço de doenças infecto-contagiosas. Apesar de não ser uma surpresa muito grande para mim, descobrimos que o Guilherme está com pneumonia. Antes da minha viagem, o Dudu e o Guilherme estavam tossindo, uma tosse horas grossa, horas seca. Isso faz um mês e mesmo depois de 2 antibióticos (amoxilina+clavulanato e amoxilina), os meninos continuaram tossindo. Levei-os várias vezes aos médicos e por mais que eu pedisse RX, eles sempre me vinham com a história de que a ausculta estava normal, portanto nao era preciso. Como sempre, a mãe é a louca exagerada. Bom, quando o Guilherme manifestou febre por 2 dias, mesmo tomando antibiótico, desconfiei que algo estava muito errado. Levei os dois meninos à emergência e pedi RX para ambos. Só quiseram passar o RX para o Guilherme e resultado: pneumonia. A paca da medica de plantão, pegou o RX e me disse: - Mãe, ele está com uma pneumoniazinha... Fiquei ouvindo isso de pneumoniazinha e imaginando o quão idiota essa criatura achava que eu era... Por um acaso existe pneumoniazinha? Infeliz! Chamo a medica de paca, pois a coisa nao conseguiu nem receitar o antibiótico corretamente. Ela colocou a quantidade de miligramas errada e nas farmácias nao encontrávamos o tal remédio. O Rubens teve que procurar a bula na internet para entender qual a dosagem da substância e o quanto de antibiótico teríamos que dar ao Guilherme. Assim, diante de tanta incompetência, decidimos dar também ao Dudu o mesmo antibiótico (Claritromicina) por 14 dias. Como o Guilherme tem a bactéria, o Dudu provavelmente a tem. E outra, muita tosse e muito catarro por mais de um mês, coisa boa nao é, mesmo sem febre. Nossa vizinha de 3 anos ficou internada por 7 dias em decorrência de pneumonia. O mesmo caso do Guilherme: a ausculta pulmonar normal, a criança ativa, evoluindo para emagrecimento e febre. Quando a febre apareceu, a menina estava com os pulmões tomados pela infecção. Resultado: internação. E adianta tomar a vacina? Nao. Meu sobrinho tomou todas aquelas vacinas caríssimas contra pneumonia e mesmo assim também está com a doença. Minha sogra diz que a escola devia fazer quarentena e acho que ela tem uma certa razão... As crianças estão todas empesteadas com pneumonia! Apesar da febre, o Guilherme continuou comendo bem e muito ativo. Dudu e Guilherme corriam e faziam tanta algazarra pela emergência no dia que os levei ao hospital que ninguém desconfiava que estivessem doentes. Rs... Só me parecia estranho a catarrada verde e a tosse que nao iam embora por nada (antibióticos, homeopáticos, fitoterápicos, oração da Universal, reza brava,..rs..). Mas os médicos nao nos escutam... Ainda bem que existe o Dr. Google, rs...
Intensificamos os cuidados com os meninos: - Nebulização com Berotec (5 gotas) e Atrovent (10 gotas) 3 vezes ao dia. Os meninos cooperam muito e eles mesmos seguram a máscara durante a nebulização. O Dudu joga no micro enquanto nebuliza e o Guilherme assiste HI5. Os meninos são autonebulizantes, rs.... - Estamos dando no mínimo meio litro de água por dia, para cada um, usando uma jarra com medidas. - Tomam as vitaminas Kalyamon Kids (contém Cálcio) e vitamina C. - Lavam os cabelos até as 16h ou se depois disso, passo o secador. - Toque de recolher às 17h30min, horário em que começa a esfriar, os meninos não saem mais de casa. Eu e o Rubens estamos com eles nessa e todo programa noturno está cancelado pelos próximos dias.
Remédio ruim. Dudu e Guilherme nao dão trabalho nenhum para tomar remédios e isso facilita muito a nossa vida. Quando o xarope é amargo, pego um pires com um pouco de sal e assim que tomam o “purgante”, colocam o dedinho no sal e chupam. Os dois adoram sal, parecem bois! Rs... Tudo que tem muito sal eles querem comer, acho que por isso adoram salgadinho, semente de abóbora, azeitonas, shoyo, ovo cozido... bom, eles gostam de lamber o sal que jogamos sobre o ovo, rs... Descobri que para tomarem um remédio com gosto ruim basta oferecer sal depois, rs... Essa é a minha tática.
Traquinas. Mesmo adoentados, meus meninos continuam traquinas e arteiros, pulando, correndo e gritando, aproveitando as férias antecipadas – seriam depois do dia 10/7. Os meninos estão numa felicidade tão grande por nao terem que ir à escola, que o Dudu até parou de roer as unhas, está bem humorado e passa o dia todo dizendo que me ama, rs.... Acho que a escola é meio estressante para ele...
A bagunça. Da hora em que acordo até depois do jantar, minha vida gira em torno dos dois meninos. Comida no horários certos, higiene, troca de roupas, passeio para banho de sol, remédios, nebulização, soneca, lanches, brincadeiras educativas, passeio da tarde e por fim o jantar. Depois de um dia de cuidados, espero o depois do jantar deles como meu momento para relaxar um pouco. Nesta hora, me sinto cansada... Após o banho, sento-me na minha cama para assistir um pouco de TV (durante o dia, os meninos comandam o controle remoto). Dudu e Guilherme sozinhos e em silêncio no quarto. Eu estava com muita preguiça para investigar o estava acontecendo.... Apesar de meu sexto sentido de mãe me dizer que ambos aprontavam feio, eu estava cansada demais para ir até eles. Minha inércia pensou: - Vou deixar os meninos a vontade para ver aonde isso vai dar... Péssima idéia... Minha preguiça me custou duas gavetas.... e um tanto de remorso. Ouvi do meu quarto que os meninos trabalhavam arduamente em um projeto colossal. Os dois estavam em sintonia, nenhuma briga, eles pareciam construir algo... ou seria melhor dizer, destruir algo? Ouvi barulhos de madeira rachando, caindo, metal caindo, coisas batendo.... Meu sossego terminou... lembrei-me que eu existo por causa deles e fui ver a grandiosa obra de Dudu e Guilherme. Quando cheguei ao quarto, percebi a extensão aterradora da arte: Os traquinas viraram o cesto de brinquedos no chão, derramaram todas as bolinhas da piscina de bolinhas, jogaram todas as suas roupas do armário e cabides no chão, retiraram todos os sapatos do armário, subiram dentro das gavetas, QUEBRARAM as gavetas, entraram no armário e retiraram a divisória de madeira, o que me pergunto até agora como conseguiram... O caos eram tão grande que me deu inicialmente um desespero... Mas depois que vi as gavetas quebradas, me enfureci. Dei uma palmada em cada menino, tão de leve que os moleques nem choraram. Esbravejei como uma louca e fiz o Dudu dobrar cada peça de roupa do chão e o Guilherme apanhar as bolinhas. Eu disse ao meninos que bagunça eu até tolerava, mas vandalismo? Jamais! O Guilherme ficou enrolando para nao catar as bolinhas e só progrediu com palmadas. Para cada bola, uma palmada, o Guilherme anda teimoso como mula e não dei colher-de-chá. O menino sentou a bunda no chão e se arrastava sem coragem de levantar com medo da próxima palmada. Fico intrigada como o ouvido de menino está diretamente ligado à sua bunda.... O Guilherme anda numa malandragem e teimosia irritante. O menino não fazia o que eu mandava a nao ser movido por palmada.... Ele levou mais, pois o Dudu me levou a sério e arrumou tudo sem enrolar e sem reclamar nada. Ah, meninos danados! Fiquei como louca gritando que venderia os brinquedos para pagar as gavetas e mandando que arrumassem a bagunça. No meio da confusão, o Rubens chegou e viu a cena. Percebi que ele entrou no quarto, falou com os meninos e saiu rapidamente para rir escondido. Ele me disse que viu relâmpagos e trovões.... a bagunça, eu soltando marimbondos pelas orelhas e os meninos tentando arrumar a confusão debaixo de uma chuva de saliva e broncas. Depois que arrumaram tudo, praticamente sozinhos, o Dudu falou: - Está tudo arrumado. Olha que lindo mãe! - Agora sim está lindo, mas falta uma coisa. Peguei os dois e disse que a mamãe batia na hora que tinha que bater, mas beijava na hora de beijar. - A mamãe bate, mas também beija, meninos. Abracei e beijei os dois. Como sempre, fui dormir com remorso pelas palmadas, mas o Rubens me disse: - Estamos batendo neles Hoje, para Amanhã não termos que tirá-los da cadeia. Mesmo assim, detesto dar palmadas nos meninos, mas quebrar as gavetas novinhas foi demais para mim. Contando a traquinagem depois fica até engraçada, minha cara deveria estar cômica, o Dudu dobrando tudo torto e o Guilherme se arrastando pelo chão com preguiça de catar as bolas, mas sem querer levar mais palmadas. Deixo isso escrito para os meninos me julgarem no futuro, depois que forem pais e prometo que aceitarei minha sentença.
Em poucos momentos pude perceber uma integração tão grande e longa entre Dudu e Guilherme. Por que será que uma aliança para o “mal” é sempre tão perfeita? Rs....
Escola. Parece que o Dudu deu sorte, pois eu e o Rubens estamos quase decididos a não colocá-los mais em escola nenhuma este ano. Fizemos as contas de quantos dias de fato eles freqüentaram a sala de aula e em 6 meses de mensalidades, Dudu e Guilherme passaram 2 meses e meio em sala de aula. Isso, contando que pagamos o mês de janeiro – todo de férias, fevereiro – adaptação e carnaval, março- adaptação/abril/maio/junho- doentes... Assim, não vale a pena... Fora as mensalidades altas, os gastos com remédios e médicos picaretas, noites mal dormidas, preocupação e doenças que nós adultos contraímos. Acho que ao matricular o filho na pré-escola, deveríamos ganhar um bônus de desconto nas farmácias, pelo menos uns 6 vale-antibióticos, rs... Bem que as escolas deviam se conveniar, rs... O custo-benefício desses primeiros meses foi baixíssimo, portanto, até o momento, pensamos em deixar os meninos em casa. Provavelmente, sejam, matriculados somente em atividades físicas. Não sei. O Rubens fez uma enquete no trabalho e o resultado foi o seguinte: A maioria dos pais de filhos mais velhos concordam que deve-se levar as crianças para a escola o mais tarde possível, se tiver opção. Os pais de crianças novas acham que os filhos devem ir cedo para escola. Bom, volto a trabalhar mais no final do ano e até lá, com a ajuda da minha sogra, fico com as crianças em casa, se eu não surtar antes, rs...
Guilherme pegando fogo. Passou a fase do Guilherme quietinho e percebo que o menino está a cada dia mais espoleta. Hoje, ele estava passando as mãos na minha cabeça e eu jurando que estava fazendo carinho. Quando eu olhei, o menino estava lambendo as mãos e passando nos meus cabelos! Caracas! Que nojo! Que menino levado? De onde será que vêm essas idéias infames? Rs...
Tratamento. Fiz um RX, pois também estou tossindo. Tomara que nao seja nada...Além de tomar o tamoxifeno, estou fazendo um tratamento homeopático contra o câncer com o Viscum Album (acho que é isso). Duas vezes na semana, o Rubens injeta na minha barriga o medicamento. Dói um pouco e fica vermelho no local como se fosse uma alergia. Faço tudo que for preciso para nunca mais ter essa doença e poder viver para os meus meninos, mesmo que seja com remorso, rs...
Beijos a todas.
 Às 21:02
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sexta-feira, 19 de junho de 2009
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Escola cancelada
Olá amigas! Escola. Os meninos estudarão somente até início de julho. Isso mesno, assinei o pedido de cancelamento do contrato com a escola. Calma, não aconteceu nada de ruim, somente coisas boas. Lembram-se que depois da doença, decidi sair da inércia e fazer um monte coisas que eu queria? Pois é, depois de visitar a cidade dos meus sonhos, Paris, decidi que é hora de comprar uma casa para a família. Desde que casei, sempre morei de aluguel, pois comprar um imóvel nesta cidade é difícil demais, o preço sempre foi muito além do que eu podia pagar. Graças ao presidente do "minha casa, minha vida", rs..., e ao câncer, rs..., tomei coragem de entrar num financiamento e de construir. Ou a doença me deixou forte ou me deixou louca, rs... Bom, meu contrato de aluguel vence no próximo mês e morarei no ap de minha sogra enquanto contruo a minha casa. A sogra, gentilmente me cedeu seu ap e irá para a casa do outro filho. Essa mulher não existe, né? Como o ap dela é longe da escola, tive que retirar os meninos. Não foi tão difícil, pois os meninos andam faltando muito devidos às insistentes gripes, viroses, adenosites, sinusites, bronquites, e outras "ites" de crianças. E o Dudu prefere muito mais ficar em casa que ir à escola. O Guilherme gosta da escola, mas vai na "onda" do irmão. "De Lua". Meus filhos são de lua, há dia em que são tão legais e tranqüilos, brincam sozinhos, brigam pouco, mas no outro acordam de ovo virado, chorando e reclamando o tempo todo. Meu novo slogan com o Dudu é : “Não à reclamação”. Difícil.... O nome do Dudu devia ser Reclamação da Silva, pois o menino faz isso o tempo todo. Chega da escola de mal humor, diz que quer dormir, que nao vai tomar banho e nem jantar. Nem sair do carro o menino quer, reclama quando o chamo, reclama para destravar o cinto do irmão e assim vou me irritando. Durante o jantar, nao abre a boca direito e metade da comida cai na minha mão. Depois, fica um tempão com a comida parada na boca sem mastigar, somente olhando para a TV. Pensem numa mãe irritada? Essa sou eu. Eu até começo com paciência, mas depois da seqüência de choramingos, reclamações, desobediência, gritos entre os irmãos, a mãe fica louca. Rs... Hoje o Rubens chegou do trabalho e me disse: - Como os meninos estão calmos! Será que devemos mesmo retirá-los da escola? - Calmos? Calmos? Do que vc está falando? Tive que dar um tapa num e botar outro de castigo, fora as ameaças incontáveis nessas duas horas que eles chegaram da escola. O Guilherme que era bonzinho anda teimoso como uma mula. Ele sente um prazer visceral em nos afrontar. Tudo que mandamos o menino fazer ele nao faz e ainda solta aquele sorrisinho debochado que tira a paciência de qualquer santo. Rs... Ele é o maior freqüentador do castigo ultimamente. Xingamentos. Os meninos têm adorado se insultar com o tal do “idiota”. O Guilherme chega ao ponto de bradar: - Dudu idiota, pô catigo! (Dudu idiota, pro castigo!) O Dudu está imitando o pai e a mãe. Usa ameaças com maestria: - Nao vou ser mais seu irmão se vc mexer no meu Transformers! Às vezes é até engraçado, rs... Fase do palhaço. O Guilherme está na fase do palhaço arteiro. Tudo é engraçado, tudo é brincadeira, tudo pode ser bagunçado. Ou será a fase do “espírito de porco”? Rs... Quando o menino vê um tubo de shampoo em cima da pia, sua primeira reação é derruba-lo. Depois solta uma gargalhada de satisfação e eu um berro de reprovação pelo shampoo derramado. Posso falar um milhão de vezes que nao pode, mas o menino liga o botão de f-d-s e faz mesmo assim. Ele nos desafia o tempo todo.
Santos. Quando os meninos querem manifestar o lado santo são fantásticos. Confesso que sinto até remorso de me irritar com eles. São beijos e abraços para mim e entre eles e "eu te amo" milhares de vezes ao dia. De manhã, o Dudu chama o Guilherme de Guiguizinho e o Guilherme de Duduzinho. - Guiguizinho, eu acordei! - Que bom Duduzinho! Vc quer ver Hi 5 comigo? Acho bonitinho os ataques de gentileza e cavalheirismo dos meninos. Tenho que aproveitar ao máximo esses momentos, pois duram pouco, rs...
Frases do Guilherme. Algumas vezes, o Guilherme olha para mim e pergunta: - Mamãe, sou lindo maravilhoso? Rs... Eu confirmo achando graça na pergunta do menino.
Tenho um colar com dois meninos que ganhei no dia das mães. Toda vez que o Guilherme o vê no meu colo, diz como se fosse eu: - Meus amores, Dudu e Guilherme. Tão engraçado que começo a rir. Eu disse a ele que eram meus meninos, um o Dudu, outro o Guilherme e que eu os levava sempre no meu coração.
Depois de comer a comida, eu canto parabéns quando os meninos raspam o prato. O Guilherme adora, dança e bate palmas. O Dudu, praticamente um homem, acha pagação de mico e me pede para não cantar parabéns. Assim, quando eles travam a boca logo digo que devem comer tudo para ganhar os parabéns. Felizmente os meninos comem bem, o Dudu adora frutas e o Guilherme adora arroz, rs...
Durante o jantar, o Dudu reclamou de estar com dor na barriga. Na mesma hora, o Guilherme disse: - Dudu, vc está com gases! Falou isso e continuou comendo do jantar como se fosse a conclusão mãos óbvia do mundo. Quase me acabei de rir da esperteza do Guilherme.
Festa junina. Amanhã será a festa junina na escola. Os dois irão dançar quadrilha... bem, na teoria.... vamos ver. Não comprei roupas típicas, pois somente encontrei umas de péssima qualidade e preço alto. Assim, numa loja de 1,99 adquiri coletes e chapeus de caubóis, fiz a combinação com camisas que os meninos já possuíam e minha sogra costurou retalhos de tecidos nas pernas das calças jeans. Ficou muito legal e depois coloco as fotos.
Sobre meu tratamento. Nesta semana, minha mama operada inchou e ficou quente. Logo os grilos começaram a cantar na minha cabeça. Cabeça cheia de grilos eu tenho, mas eles só se manifestam às vezes, rs... Provavelmente ainda reação inflamatória ocasionada pela radioterapia. Fiz uma ecografia que deu somente o edema, mas nenhum nódulo. Ufa! O cirurgião começou a encher de soro o espansor. Logo, poderei fazer a cirurgia para colocação do silicone. Pretendo retirar a outra mama, mas isso verei depois. Na segunda-feira, fiz aquele exame horroroso, a colonoscopia. Até que o exame em si não incomodou, pois eu estava anestesiada com dormonide. O problema foi antes com o preparo (tomei meio litro de laxante + dois comprimidos de laxante) e depois as dores abdominais/gases. Bem ruim. Pelo menos não deu nada de errado no intestino. Só falta eu consultar um hepatologista (fígado) e um nefrologista (rins) para ver se está tudo bem. Meu cabelo está crescendo e passa pela fase do patinho feio. Antes feio que inexistente, rs...
Aniversário de 4 anos do Dudu. Este ano farei uma festinha somente para os parentes, visto que estarei atolada no financiamento. O Dudu nao decidiu se quer o tema dos Transformers, dos Power Rangers ou o do Ben 10. Todo dia ele muda de idéia e no final acho que eu terei que decidir. O Dudu ama também o Homem Aranha, mas não pede a festa com esse tema, sei lá porque. Os meninos são engraçados... eles são os super heróis e eu sou a namorada, rs... - Mamãe, vc é a Maly Jane (Mary Jane), a namolada (namorada) do Homem Aranha. (frase do Dudu) - Eu sou o Peter Parker!(frase do Dudu) - Eu sou o Clark Kent? (frase do Dudu) - Eu sou o Hi5!(frase do Guilherme) Rs.... Os meninos me chamam de Mulher-Maravilha, rs... Colocarei as fotos da festa junina dos meninos na próxima semana. Beijos a todas.
 Às 20:05
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terça-feira, 9 de junho de 2009
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Pastel
Com alguma frequencia, os meninos me ajudam na cozinha...rs... Bom, eles tentam e quando não estou nervosa, até os convido para aventuras culinárias, rs... Digo isso, pois o grau de paciência deve estar alto para conseguir cozinhar com as crianças. Senão, o prazer vira estresse nos primeiros minutos. Principalmente quando os meninos são curiosos demais para se satisfazerem com as coisas do jeito que elas devem ser. Afinal, cozinhar é uma arte e em se tratando de fazer arte, meus meninos são craques, rs... Numa experiência fazendo bolo, um copo com água foi parar dentro do pacote de farinha, digo, do restante de farinha que ainda não havia caído no chão. Apesar dessa experiência ter sido irritante para mim, eu sou mãe e não desisto nunca, rs...
Após um dia de sucesso em enrolar os brigadeiros, pensei em fazer pastéis com eles. Coloquei os meninos lado a lado sentados à mesa, dispus as massas e o queijo para que pegassem. Além disso, potes com água e garfos para fechar os pastéis. Enquanto o cozinheiro Dudu tentava fechar os pastéis, o cozinheiro Guilherme comia o recheio na proporção: um queijo para mim, um queijo para o pastel, rs... Achei engraçado, mas quase me acabei de rir quando ele finalizou seu trabalho: Sozinho, fechou o pastel com o garfo (mais ou menos) e o retirou da tábua para levá-lo ao prato. No caminho, o menino deu uma dentada na massa crua, rs... - Guilherme! Chamei a atenção do menino com um ar de riso ao ver o pastel mordido. - Dicupe mãe! (desculpe-me mãe)
Aquele pastel cru devia mesmo estar irresistível ao menino, ele realmente precisava prová-lo, rs... Eu ri muito e fritei o pastel mesmo assim, não tinha como não saber que aquele era o pastel do Guilherme, rs...
O Guilherme está gordinho que só. Acho que por ele não ser tão ativo quanto o Dudu, seu corpo guarda mais gordura. O menino está quase sem pescoço novamente, rs... Ambos os meninos estão passando por resfriados atrás de resfriados. Um semana vão à escola, uma semana ficam em casa por conta das perebas. O Guilherme está rouco e com uma tosse esquisita enquanto o Dudu está com o nariz congestionado e muito catarro. Afe! Aqui parece uma UTI, passo o dia todo dando remédios para os meninos, rs...
Pelo menos eles estão felizes em não ir à escola, rs... Até o Guilherme não quer saber de escola... mesmo dizendo que estava com saudade da Amelinha, Sandra, Carolina e outros coleguinhas. Semana que vem eu os mandarei à escola.
Beijos a todas.
 Às 10:51
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quarta-feira, 3 de junho de 2009
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Voltei de viagem
Adivinhem onde eu estava?
Esta foto é num jardim ao pé da torre Eilffel em Paris.
Olá amigas! A viagem foi fantástica! Muito melhor que eu imaginava! E outra, os meninos ficaram muito bem sem os pais e os pais também ficaram muito bem sem os filhos, rs... Parece que tiramos férias uns dos outros... Fazia muito tempo que eu não dormia tão bem, rs...
Inseguranças. Como seria ficar longe dos meninos por uma semana? Eu me perguntei várias vezes isso nos dias que antecederam nossa viagem. Dentro de mim o dilema de realizar um sonho antigo contra a dor de me afastar dos meus meninos. E se desse algo errado? Quem cuidaria dos meus filhos? Pensei logo num testamento, numa carta com algumas recomendações para os parentes que cuidariam dos meus filhos na pior das hipóteses. Conversei com o Rubens a respeito e escrevemos o tal “testamento” descrevendo nossa vontade de com quem deveria ficar com a guarda dos meninos e quem administraria a pensão. Contando agora é até cômico e parece desproporcional minha tendência a pensamentos trágicos, mas no dia, fiz a carta com o coração tão angustiado que logo as lágrimas atrapalharam o texto. Afe!
Faltando poucas horas para ir ao aeroporto, pensei em abraçar e beijar os meninos como se fosse nossa última vez em anos de separação. Olha o drama... Peguei o Guilherme no colo, peguei o Dudu, beijei ambos, mas senti o peso da separação tão forte que tive vontade de desistir. Faltando poucos minutos para sair de casa, eu só pensava em desistir, olhava para os meninos, os abraçava, os beijava, mas por dentro eu estava arrasada.
Bom, pensei numa estratégia para que a partida fosse menos dolorosa para os meninos. Comprei uns brinquedos e na hora de sair, os entreguei ao Dudu e ao Guilherme. Parece que funcionou, pois os meninos ficaram entretidos com os presentes e não choraram com nossa partida.
Avião. Enfrentamos quase 14horas de vôo no trecho Brasília-SP-Paris. Tenho medo de viajar de avião, imaginem atravessar o oceano de madrugada? Que sensação ruim olhar pela janela e só ver a escuridão do mar. E as turbulências? Gelei de medo! Só relaxei quando o avião pousou.
O estresse inicial deu lugar à realização de meu sonho de conhecer Paris e realmente ela é uma cidade indescritível! Lindíssima e grandiosa! O ar de Paris.... Nossa, aproveitamos bastante e apesar do cansaço físico, a cabeça voltou nova em folha. Essa decisão de viajar veio como compensação por tudo de ruim que aconteceu no ano passado. Sempre tive esse sonho, até estudei um pouco de francês (o que me foi bem útil) e o momento de realizá-lo foi agora. Vi pessoas e construções diferentes, senti gostos diferentes, senti cheiros diferentes, rs... Passei uma semana sem usar perfume, pois por onde eu passava sentia cheiro de perfume francês e até ficava cheirosa pelo vento. Rs... Também foi marcante o cheiro dos deliciosos queijos fedidos. Os franceses nos trataram bem e voltei com uma nova consciência de conservação do ar e da água. A única coisa que não gostei foi da água que tem o gosto péssimo e nossos sabonetes/shampoos não fazem espuma. No mais, tudo maravilhoso e feliz! A volta pareceu mais rápida, mas tive medo e só relaxei quando pousamos em Brasília. Os meninos até hoje passam o dia todo dizendo que estão com saudades. Dizem o tempo todo que nos amam, tão bonitinho! Para o Dudu eu trouxe um transformers e para o Guilherme bolas de tênis (ele adora bolas e Hi5), tudo comprado no free shop de SP, pois é muito caro na França e não compensa. Para mim eu trouxe maquiagens e protetores solares que estavam em promoção. Algumas balinhas e chocolates. Só.
Comunicação. Toda noite, lá meia noite, aqui 19horas, falávamos com os meninos através do Google Talk. Conectávamos lá o notebook que levei e meu irmão conectava daqui, pela câmera eles nos viam e nós os víamos também. Maravilhosa tecnologia! Eu me imaginei num episódio da família Jetson, rs... Fiquei preocupada se eles sofreriam com nossa ausência, mas felizmente nem ligaram tanto, ou disfarçaram muito bem, rs... A saudade que eles sentiam sumia em aproximadamente 3 minutos, quando perdiam o interesse em falar conosco e iam fazer coisas mais importantes (brincar com o primo ou jogar no micro). Tive que ouvir o Dudu se queixando que queria era jogar no computador invés de falar conosco. Desalmado! Rs... Alguém já ouviu dizer que as crianças são melhores longe dos pais? Pelo menos foi o que nossas super babás (sogra, mãe e mãe Maria) nos relataram. - Dudu e Guilherme dormiram direitinho? - A noite toda. Eu é que acordei para ver se eles estavam bem. Só rindo mesmo... os pestinhas passam a noite andando do quarto deles para o nosso quando estamos em casa. Há dias em que me deito ao lado do Rubens, no meio da madrugada acordo e vejo o Dudu ao meu lado e pela manhã quem encontro é o Guilherme. Esses três patetas passam as noites na dança das cadeiras e eu acabo sendo a maior prejudicada por ter sono leve e demorar a pegar no sono novamente.
O Dudu melhorara da gripe/sinusite/adenosite/os medicos não sabiam direito. Fiquei apreensiva antes da viagem pois o menino apresentava febre de mais de 39 graus. Como a consciência pesada de viajar e deixar meu filhinho doente, comecei a surtar. A pediatra dele não podia atendê-lo, o menino já tomava antibiótico há dois dias, mas o febrão continuava, levei-o a um médico bambambam particular. Péssima idéia. Dinheiro jogado no lixo. O médico mandou que continuássemos com o antibiótico e pronto. Foram as jujubas mais caras que o Dudu já comeu em toda a sua vida...rs... O médico deu balinhas a ele e pela consulta cobrou "apenas" R$ 250,00. Saí tonta do consultório e lamentando a perda do dinheiro. Nunca mais. Por que eu não aprendo? Pelo menos o Dudu melhorou, pois pensamos em adiar em uma semana a ida à Paris. Imaginem se tivéssemos feito isso? Pegaríamos o ar da tragédia do 330. Mesmo viajando de Tam, imaginem o medo que eu ficaria? Chegamos ao Brasil no sábado e no domingo aconteceu a tragédia com o avião da Air France. Gente, fiquei arrasada, me emocionei com os parentes das vítimas e tive pesadelos à noite. Pensar que passei pelo mesmo lugar há apenas uma semana! Nossa, é de pirar!
Guilherme. O Guilherme está teimoso... Por várias vezes vai mais ao castigo que o Dudu. A fala está bem desenvolvida e continua super carinhoso. Briga com o Dudu por diversão, para provocar o irmão. Hoje ele tossiu e colocou a mãozinha na boca, imediatamente olhou para mim e perguntou: -Mamãe, eu estou de parabéns? Rs... Eu disse que sim, que ele era muito educado por colocar a mão na boca ao tossir. Bonitinho! Beijos a todas.
 Às 06:32
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quinta-feira, 14 de maio de 2009
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Dia da Mães na Escola
 


 Às 06:21
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Menino cantor
Ele passa o dia todo cantando musiquinhas e aprende com grande facilidade as letras. Minha sogra o ensinou uma musiquinha em japonês e não é que o menino está cantando? Rs... a coisinha mais linda cantando direitinho em japonês.

Enquanto eu e o Rubens recebíamos uns amigos em casa, vejam a aprontação dos meninos:
Eles pegaram a geleca e melecaram as roupas, chão e cabelos. Confesso que tive raiva ao pensar no trabalho que daria limpá-los, rs... Meus amigos, que estão fazendo tratamento para ter filhos olharam espantados para as criaturas melecadas e disseram um ao outro: - É para isso que estamos gastando tanto dinheiro? Comecei a rir e disse: - É para isso mesmo. Rs...
Aniversário de 39 anos de Brasília

 Meu bonitinho:
 Como a Adri (Sofya e Manu) disse o Guilherme fica resfriado o tempo todo e falta mais que vai à escola. Diferente do Dudu, ele chora para ir à escola. Adora as professoras e sabe os nomes de todos os coleguinhas, além de seus sobrenomes. Rs... Toda sexta-feira tem festinha de aniversário na escola e o menino adora balões.
O menino está esperto que só. Passamos por uma loja com um nome grande e primeira letra G. O Guilherme logo disse: - Mamãe, olha o GUE de Guilherme! Quase tive um colapso de tanta emoção! Rs... O Guilherme também reconhece a letra H de HI5, rs, e a letra T de Time (passa no HI5).
 Às 06:17
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sexta-feira, 17 de abril de 2009
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Fez a fama, deita na cama
Nos primeiros dois meses de aula, percebi que para que o filho não seja esquecido num canto da sala do maternal com 25 crianças, os pais precisam marcar presença de alguma forma, seja “puxando-saco” das professoras, seja reclamando. A “escola perfeita” me mostrou seus problemas no primeiro contato e estou pensando se ela realmente vale a pena. Talvez, todas as escolas sejam ruins ou regulares mesmo e eu sonhe com algo impossível. Vai ver que é isso... O excesso de alunos por sala, limita demais a atenção que as professoras deveriam dar às crianças. Outro problema que encontrei foi o corporativismo negativo, onde a negligência é protegida quando deveria ser erradicada. Vamos ao caso. O caso. No início do ano letivo, o Guilherme ainda não estava totalmente desfraldado fora de casa, por isso eu o mandei de fraldas por 3 semanas. Todavia, por perceber que ele estava ficando com o bumbum assado, o mandei de cuecas e avisei as professoras que ele deveria ser levado ao banheiro. As caras das professoras foram mais de “ e agora José?” que outra coisa. Como os coleguinhas do Guilherme ainda usam fraldas e de 25 alunos somente 1 estava em processo de desfralde, imaginei que não seria tão complicado para as “babás escolares” assumirem a função. Percebi meu engano dias depois. Bom, no primeiro dia tudo perfeito, recebi o Guilherme intacto, no segundo dia escapou o xixi e o Guilherme voltou com o shorte extra (mando 2 mudas de roupas e 1 sandália extra na mochila do Guilherme)... Certo, tudo bem, isso acontece. Contudo... No quinto dia sem fralda, ao retirar os tênis do Guilherme em casa, constatei o impensável: os tênis e as meias estavam encharcados de urina! Os pés da criança estavam brancos e enrugados como se molhados há horas. Ah, não! Tive tanta pena do meu bebê, tadinho! Quanto tempo ele passou com os pés molhados dentro do tênis, sentindo todo aquele incômodo e nenhuma daquelas criaturas lerdas fez nada? E a urina nas pernas queimando a pele? Que raiva eu tive nesse dia! Por que pagar tão caro para um tratamento no mínimo negligente? Que professoras de meia tigela eram aquelas? Como uma pessoa arranca o shorte e a cueca molhados sem tirar os tênis e meias? Tive vontade de chorar de raiva. Ainda por cima, lembrei-me que a professora nem sabia o nome do Guilherme, ela o chamava de Mateus! Se nem o nome do meu filho ela sabia, imagina o resto? A impressão que me deu foi que meu menino recebia atenção mínima, que era deixado de lado, que era desprezado. Nesta seqüência de pensamentos, lembrei-me do preço da mensalidade. Valia mesmo a pena? Bem que dizem: “Fez a fama, deitou na cama”. Decididamente, isso não ficaria assim! Na segunda-feira, eu e o Rubens fomos à coordenação conversar com a professora juntamente com a coordenadora. Contei com calma o que havia acontecido, mas antes de terminar a professora começou seu discurso ensaboado de que isso acontecia, que era assim mesmo e blá, blá, blá... A coordenadora, ratificando o falatório da professora tentou fugir do assunto como se estivéssemos reclamando do fato do Guilherme ter feito xixi nas calças. Calei minha boca e deixei que elas falassem seu besteirol pedagógico tentando escapar do problema da negligência. Fui ficando irritada, bem irritada, muito irritada, pois a conversa estava tomando um rumo de “é assim mesmo” que nas entrelinhas queria dizer: vocês pais são uns exagerados, isso que aconteceu foi algo corriqueiro e sem importância para nós. Aí, pedi a palavra, encarei a coordenadora com os olhos pretos de raiva (meus olhos são verdes na maioria do tempo, rs), mudei o tom de voz e com firmeza bradei: - Eu não quero que vcs diminuam o problema que aconteceu aqui!Olhei para a professora e continuei: - O meu filho foi negligenciado na sua sala, professora. Deixar uma criança com os pés encharcados de urina a tarde toda não é um erro, mas sim uma atitude de quem não tem preparo para cuidar de crianças. Tenho certeza, professora, que não foi vc quem fez isso, mas foi uma de suas assistentes.Neste hora, olhei para a coordenadora e falei com todas as letras: - Se um empregado meu fizesse isso com meu filho, no outro dia estaria na rua. Pensei até em retirar meu filho dessa escola, mas não posso cuidar dele...Aí, contei a história do câncer, para aproveitar a deixa e fazê-las ficar com peso na consciência, rs... A doença tem que servir para algo, né? Terminei o sermão dizendo que aquela escola tinha um nome a zelar, mas o tratamento recebido não condizia com a fama. E mais, deles eu não esperava menos que o melhor, pois por isso havia colocado meus filhos sob os cuidados daquela escola. Gente, a professora, macaca velha, começou a se desculpar, dizendo que eu tinha toda a razão e que ela cuidaria pessoalmente do desfralde do Guilherme. Eu gosto dessa professora e apesar do problema, continuo acreditando que ela é boa. Tanto que o Guilherme a adora, parou de chorar, em casa canta parabéns para a professora e até pede para ir para escola. O mesmo não posso falar as assistentes... Bem que tive essa impressão no primeiro dia e se confirmou com o passar das semanas. Saí de lá orgulhosa de mim mesma, pois eu nunca havia conseguido argumentar tão bem e com tanta classe. Neste dia, eu agi como Senhora, e me senti uma rainha no exercício de seu poder. Besta....rs... Antes da conversa, tive medo de ir à escola e marcarem o Guilherme, mas me convenci que eu precisava defendê-lo, mostrar que ele tinha uma mãe atenta a tudo pelo seu bem estar. Ninguém maltrataria meu menino sem conseqüências e deixei bem claro minha exigência de que meu filho fosse bem tratado. Acho que consegui, rs, percebo que quando chego na porta da sala, as professoras param o que estão fazendo para me passar o relatório do dia do Guilherme. Elas devem pensar: - Vixe! Lá vem a muié enjoada! Rs... Sol. Uma semana depois do ocorrido, tive que reclamar de novo por conta do horário da recreação aquática. Eu estava aborrecida com essa escola perfeita e não nego que tive vontade de tirar os meninos. Apesar de tantas campanhas sobre os efeitos nocivos do sol, sobrou para turma do Guilherme usar a piscina às 14h30m, o pior horário para a criança ficar exposta ao sol. Afe! É duro lidar com tanto descaso, acho que eles fazem isso para ver se cola, caso ninguém reclame, fica assim mesmo. Recebi o bilhete e imediatamente argumentei com a professora sobre o horário. Vcs acreditam que a professora teve a capacidade de me dizer que era o melhor horário. Posso? Fui embora matutando o que eu faria. Impedir o Guilherme de participar da aula estava fora de questão, portanto a solução teria que ser a mudança do horário. No dia seguinte, escrevi um requisição pedindo a alteração e argumentando sobre a saúde da pele das crianças. Mandei o papel assinado, em duas vias na agenda do Guilherme com pedido de recibo. Por pouco não foi protocolado, rs... Assim que entreguei o Guilherme, antes da professora receber o papel, ela me avisou que havia alterado a recreação aquática para as 16h. Rs... Saí de lá pensando se a reclamação da urina tinha surtido efeito para toda e qualquer pedido posterior para sempre e sempre... Será? Cheguei a pensar por que outros pais não reclamavam... Será por inércia? Ou cansaço de nunca serem ouvidos? Cada um, cada um. Eu não tolero esse tipo de coisa de uma instituição cujo objetivo é ensinar. Portanto, vez por outra estou na sala da coordenadora pedindo explicações, rs... Primeira. Como mãe de primeira viagem no quesito escola, todos os dias levo e busco os meninos, quase sempre sendo a primeira a apontar no início do corredor que dá para as salas. Quando eu era criança, lembro-me quão doloroso era ver todos os meus coleguinhas indo embora com suas mães e eu ficando. Chorei muito por vários anos... rs... Assim, antes do portão da escola abrir, às 17h45m, me posiciono na entrada para “correr” e pegar os meninos antes que eles pensem que os abandonei. Agenda. Todos os dias abro as agendas das crianças para verificar os recados ou mandar alguns. Quando as lancheiras retornam com lanche demais por mais de dois dias... recadinho para a professora, pois preciso saber se foi oferecido o que mandei ou comeram o lanche dos colegas. Quando as lancheiras voltam sem absolutamente nada do lanche...recadinho para a professora colocando em dúvida como uma criança poderia ter comido ½ sanduíche de presunto, 1 maçã, 1 goiaba, 1 gelatina e um pouco de sucrilhos e não ter sobrado nem farelo. A questão é que fico na dúvida do que e quanto eles comeram. Rs... Eu não disse que seria uma pedra no pé das professoras? Música do dia das mães. O Guilherme cantou para mim a musiquinha que está aprendendo para o dia das mães e consegui filma-lo: “Tuc, tuc, tuc,Bate dentro do meu peitoUm coração que é só feitoPara amar a mamãezinhaQue é só minhaQue é só minha”Fiquei emocionada quando ele cantou a primeira vez. Tão bonitinho! Como ele conseguiu decorar a letra da música e cantar tão certinho? Confesso que fiquei surpresa por ele ter aprendido tão rápido a letra de uma musiquinha que eu nunca havia ensinado a ele. Achei tão legal! Acho que as lágrimas vão rolar no dia das mães... Alguém duvida? Ele aprendeu o nome de todos os colegas e me conta todo dia alguma novidade: - A Caoina (Carolina) dumiu (dormiu). - O Pedo Xanche é meu coega (O Pedro Sanches é meu colega). - Bati no Gutavo (Gustavo) - É o niversaio da Juju. - A mãe da Maia Cala (Maria Carla) ficou na pota (porta). E assim por diante... o Guilherme é meu informante, rs... Às vezes me conta histórias compriiiidas que metade eu nem entendo. Que idade maravilhosa! Desses 2 nos sentirei muita saudade no futuro. O Guilherme está uma esperteza só (conta de 1 até 20 sem errar!), além de pegar fogo pela casa junto com o Dudu. Ele está arteiro, fazendo seus experimentos com água espalhando tudo pelo chão. Joga comida do chão, cospe na roupa algum legume que não quer, arremessa brinquedos no Dudu e bate as portas para ouvir o barulhão. Todas essas artes são contidas com bronca, castigo ou palmadas. Adianta? Talvez, 50%, rs... Ainda é obcecado por Hi5, tanto que quando o Dudu diz ser o Homem-Aranha, o Guilherme se auto entitula Hi5. Gosta de brincar de pega com o irmão e de soco. Soco? Isso mesmo. Sabem aquelas brincadeiras brutas dos meninos de bater um no outro? Pelo simples prazer de irritar o irmão, um começa a bater no outro. Parecem filhotinhos de gato ou cachorro. O Guilherme mete o pé no Dudu, o Dudu revida e assim vai até que nos aborrecem com a choradeira e os mãenhês e paiês. Outro dia, depois de tentar apartar os anjinhos sem sucesso, o Rubens brigou com os meninos e colocou-os de castigo sentados um distante do outro. Sabem o que aconteceu? Eles começaram a conversar, depois cantar e rir. Os prisioneirinhos haviam se unido! Rs... Passados vários minutos no castigo, perguntei cochichando ao Rubens se era hora de terminar. Meu marido perguntou: Tem certeza? Escute a harmonia no lar.... Temos mesmo que tirá-los do castigo? Comecei a rir... Bola de sapato. O Guilherme adora bolas de todos os tipos e formas. Um dia, enquanto eu perguntava de que eram as bolas das figuras, me deparei com uma conclusão do menino no mínimo curiosa. Mostrei uma bola de basquete para ele e perguntei de que que era. Ele me disse: - bola de baquete! Mostrei uma bola de tênis para ele e perguntei de que que era. Ele me disse: - bola de sapato. Fiquei sem entender, mas depois de alguns segundos cai na gargalhada. O Guilherme trocou o tênis por sapato... Rs... Ele pede para ler histórias enquanto está fazendo suas necessidades no banheiro. Pobres dos pais, rs... Tanto ele quanto o Dudu gostam de histórias com lobo mau. O Guilherme continua muito carinhoso com todos que ele gosta. Quando vai embora da casa de minha mãe se despede da Mãe-Maria com um eu te amo. É a coisa mais linda do mundo! Quando se despede de mim para dormir, eu digo e ele também diz. Tão bonitinho! Beijos a todas e colocarei depois as novidades sobre o Dudu. Ele não quer mais ir à escola...problemas...
 Às 13:10
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